Pesquisadores e alunos do INCTMN (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia) da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da UFScar (Universidade Federal de São Carlos) andam fazendo arte com o lado invisível da natureza.Há duas semanas, as imagens Net-like, de Ricardo Tranquilin, e Bees at Home, de Daniela Caceta, ficaram, respectivamente, em segundo e quarto lugares na 4ª Mostra Internacional Online de Nanoarte 2009-2010, organizada pela Universidade de Nova York, que premiou dez trabalhos.
Os dois brasileiros são técnicos em microscopia eletrônica do instituto, que fica Araraquara. Tranquilin, que também é doutorando em ciências de materiais pela Faculdade de Ciências da Unesp, em Bauru, conta que, apesar de a mostra existir há quatro anos, este foi o primeiro que ele e seus colegas resolveram participar.
Além do reconhecimento, as obras podem faturar um bom dinheiro no mercado de artes - por preços que variam de US$ 1.000 (R$ 1,7 mil) a US$ 14 mil (R$ 24,66 mil) -, já que nenhum artista consegue fazer obras com essa complexidade visual.
Neste ano, a mostra contou com 243 trabalhos de 54 laboratórios de 16 países. Orientada pelo técnico em microscopia do instituto, a equipe de pesquisadores brasileiros enviou 15 imagens. O primeiro lugar ficou com a dupla italiana Simone Battiston e Andrea Leto, pela obra Strelitzia-like titanium oxide. Todas as obras podem ser vistas no site da mostra.
Arte serve para divulgar nanociência
Segundo Elson Longo, pesquisador do INCTMN e responsável pelo laboratório de materiais cerâmicos, a ideia desse tipo de arte aleatória é popularizar a dimensão ultramicroscópica dos materiais e estimular a curiosidade científica. A beleza fica por conta do mundo natural.
- É a natureza que faz arte, uma arte que a gente não vê. O que os pesquisadores fazem é tornar toda essa beleza visível.
A nanoarte é uma forma recente de artes plásticas que usa a nanotecnologia para criar imagens de alto impacto visual. As imagens são obtidas a partir de materiais em nanoescala, isto é, da ordem de um milionésimo de milímetro ou de um bilionésimo de metro.
Por meio da ciência e da arte, "é possível transformar sistemas muito complexos em formas simples, permitindo um melhor entendimento das origens dos materiais", explica Longo.
Para chegar às belas imagens, os pesquisadores manipulam diversos materiais cerâmicos, como o óxido de alumínio, por exemplo, em níveis moleculares, usando processos físicos e químicos.
A amostra de cada estrutura é visualizada em um microscópio eletrônico de alta resolução. O aparelho é capaz de ampliar cada imagem 500 mil vezes em preto e branco e em 3D. Depois, cada uma delas é visualizada em um computador e é colorida.
DVDs e exposições para público leigo
Para divulgar ainda mais a nanociência e a nanotecnologia para o público em geral, o grupo de pesquisadores já desenvolveu cinco DVDs, que têm sido distribuídos para escolas de ensino fundamental e médio, com belas imagens obtidas de nanopartículas dos chamados materiais cerâmicos e com direito a trilha sonora.
Veja abaixo um dos primeiros trabalhos multimídia do grupo, que pode ser visto no YouTube.
Os pesquisadores também já realizaram exposições com impressões de seus trabalhos medindo 60 cm x 55 cm, que vêm sendo exibidas em diversas cidades do interior de São Paulo, como São Carlos e Tatuí - em maio, será a vez de Guarulhos entrar em contato com esse tipo de arte científica.
O Inctmn realiza, junto com instituições parceiras, pesquisa básica e aplicada em materiais cerâmicos nanométricos para desenvolver materiais que podem ser usados nas indústrias aeroespacial, automotiva, médica, de telecomunicações e de eletrodomésticos. É aí que, a nanotecnologia, mais do que oferecer beleza, pode oferecer propriedades inovadoras a produtos que estão em nosso dia a dia.
Para divulgar ainda mais a nanociência e a nanotecnologia para o público em geral, o grupo de pesquisadores já desenvolveu cinco DVDs, que têm sido distribuídos para escolas de ensino fundamental e médio, com belas imagens obtidas de nanopartículas dos chamados materiais cerâmicos e com direito a trilha sonora.
Veja abaixo um dos primeiros trabalhos multimídia do grupo, que pode ser visto no YouTube.
Os pesquisadores também já realizaram exposições com impressões de seus trabalhos medindo 60 cm x 55 cm, que vêm sendo exibidas em diversas cidades do interior de São Paulo, como São Carlos e Tatuí - em maio, será a vez de Guarulhos entrar em contato com esse tipo de arte científica.
O Inctmn realiza, junto com instituições parceiras, pesquisa básica e aplicada em materiais cerâmicos nanométricos para desenvolver materiais que podem ser usados nas indústrias aeroespacial, automotiva, médica, de telecomunicações e de eletrodomésticos. É aí que, a nanotecnologia, mais do que oferecer beleza, pode oferecer propriedades inovadoras a produtos que estão em nosso dia a dia.
R7
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